Actualmente a Grécia vive na indecisão constante sobre o que fazer, continuar a transfigurar-se diariamente e manter-se na Europa ou fazer uma cirurgia radical e sair fora da mesma, assumindo-se assim para o que sempre foi, um “travesti” da democracia.
Os gregos são o pináculo da indecisão e do ridículo, numa altura em que a firmeza política e económica devia ser encarada como lei, ora por quem governa (ou neste caso podia governar) e por quem vota, mas não.
Ora, se por um lado pretendem eleições por outro não querem formar governo.
Desejam continuar com o euro mas não aceitam imposições europeias.
Necessitam de ajuda externa suplementar mas não querem mais reformas.
Podem entretanto entrar em bancarrota mas não desejam a humilhação de um novo resgate.
A cereja no topo do bolo é a inevitável possível eleição de um governo de extrema-esquerda ou extrema-direita, aqueles que defendem que os europeístas estão errados e que os maus são os senhores capitalistas.
Como se não bastasse influenciam toda a dinâmica económico-financeira europeia e estão a arrastar com eles Portugal, Espanha e Itália obrigando a perderam posição de recuperação, investimento e recapitalização dos mercados.
Estes gregos são os maiores, os maiores “travestis” da democracia e tudo o que tinham que fazer era eleger um novo governo que durasse o tempo que um novo resgate implicaria.
Mykonos existe por uma razão e cada vez mais estou convencido disso.
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