Pérolas Nacionais

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segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Grécia, o “travesti” da democracia


Actualmente a Grécia vive na indecisão constante sobre o que fazer, continuar a transfigurar-se diariamente e manter-se na Europa ou fazer uma cirurgia radical e sair fora da mesma, assumindo-se assim para o que sempre foi, um “travesti” da democracia.

Os gregos são o pináculo da indecisão e do ridículo, numa altura em que a firmeza política e económica devia ser encarada como lei, ora por quem governa (ou neste caso podia governar) e por quem vota, mas não.

Ora, se por um lado pretendem eleições por outro não querem formar governo.

Desejam continuar com o euro mas não aceitam imposições europeias.

Necessitam de ajuda externa suplementar mas não querem mais reformas.

Podem entretanto entrar em bancarrota mas não desejam a humilhação de um novo resgate.

A cereja no topo do bolo é a inevitável possível eleição de um governo de extrema-esquerda ou extrema-direita, aqueles que defendem que os europeístas estão errados e que os maus são os senhores capitalistas.

Como se não bastasse influenciam toda a dinâmica económico-financeira europeia e estão a arrastar com eles Portugal, Espanha e Itália obrigando a perderam  posição de recuperação, investimento e recapitalização dos mercados.

Estes gregos são os maiores, os maiores “travestis” da democracia e tudo o que tinham que fazer era eleger um novo governo que durasse o tempo que um novo resgate implicaria.

Mykonos existe por uma razão e cada vez mais estou convencido disso.


quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Tic-Tac, Tic-Tac

Ensurdecedor. Irritante. Mesquinho. Real. O som das nossas vidas é tudo isto e muito mais.

Já convivíamos há algum tempo com o som permanente das “bombas relógio”, tradicionalmente apelidadas de “buracos nas finanças públicas”. Já estaríamos habituados? Talvez, mas desde a eleição do último governo, o rigor do mesmo faz ressuscitar antigos cadáveres que, julgávamos nós, estarem enterrados. Engano.

Durante mais de 15 anos, incluindo o final de 2008 onde sucedeu o cataclismo quase mundial do sistema financeiro, Portugal continuou a gozar em pleno os seus mais de 700km de costa.

Durante mais de 15 anos o rigor das finanças públicas foi sendo camuflado através de processos, mais ou menos complexos, de engenharia financeira, ocultando do prisma financeiro europeu, e consequentemente português, a proporção das dívidas do Estado e das empresas do mesmo.

Durante mais de 15 anos os preparativos para o festival pirotécnico que seria o ano 2011/2012 foram sendo alinhavados multiplicando-se os casos de sobreendividamento, e pior, criando a expectativa em todos, ou pelo menos alguns, que podíamos sustentar todo este grau massivo de endividamento.

A transversalidade da dívida a todos diz respeito, o próprio sistema económico e financeiro eclode sobre o nosso sistema cultural, não restam dúvidas. Medina Carreira diz que “Portugal é inviável desde a conquista de Ceuta.”. Esta é uma das vezes em que tenho de discordar. Se temos um fundador de um país que começa por levantar a mão à sua própria mãe pouco poderemos fazer.

Então, qual a “bomba-relógio” que se segue após a detonação da Madeira? Estradas de Portugal, TAP, RTP, Região Autónoma dos Açores, REN, Águas de Portugal, REFER? São tantas e tão poucas onde não possamos descartar as nossas preocupações.

O Governo, apesar de alarmado, tem promovido um esforço herculeano no sentido de apurar todos os “buracos” existentes, torná-los públicos e a curto-prazo promover uma solução que seja equilibrada ao momento actual que atravessámos. Restam poucas dúvidas do rigor e sentido de estado com que permanentemente calculam as possíveis soluções.

A lealdade com os princípios nacionais e a forma como tem sido coerente em todo este processo demonstra um único objectivo, permitir aos portugueses verem reconhecido todos os esforços dos quais são alvo e não apenas cumprindo metas orçamentais manipuladas e sem a mínima objectividade.
Pedro Passos Coelho tem sido um factor de coesão e união dos portugueses nos dias de hoje. A necessidade de vermos reconhecidos os nossos esforços e sentirmos o esforço do próprio Governo é um direito que há muito nos assiste.
Num tempo em que o excesso de aceleração é evidente, devemos abrandar e ouvir, não um Tic-Tac, Tic-Tac, mas a única coisa que poderá ser determinante para a nossa sobrevivência, nós.

terça-feira, 13 de setembro de 2011

O "sillyismo" desta season

Estava a prepara-me para antecipar um pouco do meu trabalho nas reformas da saúde mas decidi que, além de ainda estarmos em período de férias, em “Silly” ser-se um bom “sillyiano”

Antes de rotular este artigo como “O sillyismo desta season” ponderei em intitular como “Os mais silly desta season”.

Em primeira estância deveríamos reformular as estações conforme as conhecemos, já que não temos verão e não, e passariam a ser: Outono, Inverno, Primavera e Silly. Faria todo o sentido e quanto mais não seja facilitava a vida a todos quantos têm sérias dificuldades em pronunciar o plural de Verão.

De cada vez que ligo a televisão ou leio os jornais a minha especial vontade não é tirar umas férias prolongadas, a minha maior vontade é mudar de país. Sim, somos um verdadeiro ícone a toda a “silly season” internacional.

O maior “sillysmo” desta season começou logo no arranque da temporada, José Sócrates alinha na corrida, contra Pedro Passos Coelho, a Primeiro-Ministro. Antes mesmo de José Sócrates poder ligar ao Bruxo do Areeiro para saber previsões dos resultados, Portugal já comemorava a chegada de um novo ciclo político e a chegada da Troika para nos emprestar dinheiro para café e tabaco.

Como se não bastasse o PS invoca um nome maior do “sillyismo” para dar continuidade aos erros cometidos até hoje. Bem-haja aquele que escolhe um caminho Seguro.

Mesmo durante a campanha eleitoral, quando eu pensava que não tínhamos chegado ao solstício do silly, já víamos alguns “sillys” em bicos de pés, cartão de militante numa mão, bandeira noutra e a tentar discursar mantendo os dois olhos abertos. Sim, ao contrário do que muita gente pensa também temos disso.

Não faltaram as habituais frases que marcam uma época como esta, algumas já faziam parte do vocabulário médico do quotidiano e outras nem por isso, tais como:
“Fazer uma lipoaspiração à máquina do Estado.”

“Cortar nas gorduras da administração pública.”

“Portugal está doente.”

“O medo é uma cena que não me assiste.”

“Buraco colossal nas contas públicas”

"Sai da frente ó Guedes."

As secretas portuguesas firmam um papel importante nos meses de veraneio trocando informações importantes entre vários membros do panorama nacional e com alguns órgãos de comunicação social. Entre as informações mais relevantes encontra-se a previsão do tempo para os 15 dias de férias em Agosto, os melhores hotéis sem membros do anterior governo e praias onde pudéssemos estar sem ser importunados.

No Instituto do Desporto foram encontradas “numa sala…”, sim uma dívida daquelas não poderia estar numa gaveta qualquer, facturas não contabilizadas no valor de 6,78 Milhões de Euros. Estamos a falar de facturas essencialmente ligadas ao mundo do futebol, podemos imaginar o valor que seria se fossem para apoiar o golf ou a vela.

Para satisfação de todos quanto pensavam que já tínhamos assistido a uma “silly season” como não há memória, eis que é criada uma conta solidária para apoiar Américo Amorim. Um simples trabalhador mas com um vasto património para manter.
Eu já contribuí e você?